Diretrizes da Felicidade

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Pretendo, com este texto, fazer uma reflexão sobre o tema Felicidade. Acredito que não tenha ninguém na face da terra que deseje ser infeliz, mas percebo que não está muito claro para as pessoas sobre como fazer para realmente serem mais felizes. Através de reflexões que fiz sobre o tema, cheguei à conclusão de que a felicidade é um estado de consciência que pode ser alcançado com a prática constante das 03 diretrizes básicas a seguir.

Há um mandamento de Jesus que diz: Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Esta para mim é a primeira diretriz de felicidade. Amar a Deus sobre todas as coisas significa buscar um sentido para nossa vida. Não conseguiremos amar a Deus se não buscarmos por Ele e nos aproximarmos Dele. Mas se colocamos essa busca como uma prioridade, cada vez mais sentiremos a verdade de Sua existência e é através da percepção desta verdade que conseguiremos amar a nós mesmos de verdade. Enquanto não tivermos a fé inabalável de que Deus existe, não nos sentiremos filhos legítimos Dele e daremos atenção apenas ao nosso aspecto físico e à vida material. Mas se tivermos fé na existência de Deus então chegaremos à conclusão de que Deus não nos daria a vida, a consciência de nossa existência, a permissão para aprender sobre a vida e amar as pessoas, para depois nos matar. Mas sabemos que todos irão morrer um dia, só que daí concluímos que quem morre é o corpo e não nós como espíritos eternos que somos. Como eu disse Deus não nos criaria para nos matar depois. Quando começamos a nos perceber realmente como um espírito é que tomamos conta de que somos eternos e que nosso objetivo é lapidar o mesmo para que possamos partilhar e cocriar (criar junto) com Deus neste universo maravilhoso e insondável. Por fim, percebendo a nós mesmos como espíritos eternos e filhos de Deus, começamos a perceber as outras pessoas como nossos irmãos e merecedores das mesmas dádivas que nós. Resumindo, temos que seguir essa ordem: Amar a Deus, Amar a nós e depois amar nossos irmãos. Se não amarmos a Deus não conseguiremos nos amar de verdade e consequentemente não amaremos ninguém. Muitas das vezes confundimos apego com amor. Apego é nos agarrar a algo e amor é justamente o contrário. Amar é libertar, é desejar o melhor para o outro independente se o outro vai estar comigo ou não. Se não conseguirmos nos bastar em Deus e em nós mesmos, não conseguiremos nos desapegar das pessoas nem das coisas.

A segunda diretriz de felicidade também é uma máxima de Jesus que diz: Faça aos outros aquilo que gostaria que fizessem com você. Se todos seguíssemos esta lei moral o mundo seria um lugar maravilhoso para se viver. Acredito que no universo há uma lei que chamamos de Lei da Ação e Reação. De acordo com esta lei tudo o que emitimos para o universo, seja através de atos, palavras, pensamentos e sentimentos volta para nós na mesma intensidade e vibração com que foi emitido. Da mesma forma com que o agricultor que planta feijão irá colher feijão, colheremos aquilo que plantarmos. Lembrando que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Se reconhecermos a validade desta lei, procuraremos estar mais conscientes no intuito de não emitir nada de negativo para o universo e consequentemente o universo não terá porque nos retornar com nada de ruim também. Com isso garantimos um maior patamar de felicidade. Estar em paz com nossa consciência com certeza nos deixará mais felizes.

A terceira diretriz diz respeito a adquirirmos o hábito de trazer para nossa consciência o valor de tudo o que temos neste exato momento, mas que por não estarmos conscientes não estamos percebendo. Pode ser o valor de poder enxergar, de poder andar, de poder abraçar, de ter um teto onde me abrigar, de ter pessoas que amo perto de mim, de ter uma fé, de ser livre, etc. Sempre que reconhecemos com o coração algo que nos é valioso e sentimos como seria ruim se perdêssemos esta dádiva, isso nos remete a um estado de felicidade por possuir algo precioso. Pela nossa inconsciência esquecemos as dádivas que temos e às vezes temos que perde-las para voltar a dar o valor que merecem. Penso que é muito melhor valorizar agora e sentir a felicidade de possuir tantas dádivas quando muitos não as tem. Vou dar um exemplo de como podemos valorizar o que temos. Imagine que você acabou de ficar sem sua visão. A partir deste momento qual é a única coisa que iria passar na sua cabeça? Não é o pensamento de voltar a enxergar? Apesar de todos os outros problemas, voltar a enxergar seria sua prioridade máxima. Agora imagine que dez dias depois você volte a enxergar. Concorda que você passará a dar muito mais valor em sua visão do que antes? Então façamos este exercício mental com todas as nossas dádivas e poderemos experimentar agora toda a riqueza que já possuímos, mas que não percebemos e portanto não damos o devido valor.

Sejamos mais felizes. Comecemos a buscar a Deus de uma forma mais efetiva e contínua. Lembremos que um dos atributos de Deus é a onisciência e que Ele nos percebe a todo o momento. Portanto basta que mantenhamos uma intencionalidade constante de nos aproximar de Deus que ele nos ajudará neste sentido. Começaremos a perceber mais coincidências na nossa vida, que nada mais é do que Deus conversando conosco. Reserve tempo para refletir sobre você, sobre sua vida, perceba-se como um espírito eterno que foi criado com uma finalidade: a de evoluir sempre e de ampliar cada vez mais a consciência da vida cocriando com Deus em sua obra maravilhosa. Você é um Ser único. Não existe ninguém no mundo igual a você e sua forma de expressão também é única. Aproximando-se mais de Deus e de você mesmo, aí sim você irá conseguir se conectar com seu próximo, estabelecendo uma relação de crescimento mutuo. Vai aqui um conselho: simplifique a sua vida. Tudo o que precisamos é de pão, comida e agasalho. O resto é supérfluo e não merece tomar o tempo que podemos usar para sermos mais felizes, e ser feliz é tudo o que realmente importa.

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